Música eletroacústica

A história da música eletroacústica remonta à Musique concrète francesa e à elektronische Musik alemã, surgidas no final da década de 1940. Atualmente, a música eletroacústica é praticada em diversos países. No Brasil, são inúmeros os compositores que fazem música eletroacústica, os quais geralmente atuam como professores e pesquisadores em instituições de ensino superior. Tanto no Brasil quanto no exterior, existem festivais e concursos de composição dedicados exclusivamente à música eletroacústica.

As obras eletroacústicas são compostas a partir de sons gravados, que são posteriormente transformados no computador e combinados musicalmente para constituir a obra, podendo também podem ser utilizados sons sintetizados. Diferente da música composta para instrumentos – em que o compositor escreve uma partitura que é posteriormente interpretada pelos músicos no palco – a música eletroacústica é composta em estúdio (com o auxílio do computador) e gravada em algum tipo de suporte (CD, DVD-Audio, ou mesmo no HD do computador). Nós chamamos esse tipo de música de “música eletroacústica pura” (ou acusmática). Num concerto de música eletroacústica pura (ou acusmática) não há músicos no palco. A obra é reproduzida durante o concerto por um conjunto de alto-falantes espalhados pela sala de concerto em volta do público. Uma pessoa (geralmente o próprio compositor) controla uma mesa de som posicionada no centro da sala, direcionando os sons para os diferentes altofalantes e, com isso, articulando (moldando) o espaço com os sons. Assim, há uma mobilidade dos sons ao redor da platéia, criando um efeito surround muito interessante. Os ouvintes geralmente sentem que estão mergulhados em sons. A essa tarefa de controlar a distribuição e a movimentação dos sons no espaço através dos vários altofalantes, damos o nome de difusão sonora (ou difusão eletroacústica, ou ainda espacialização).

Uma outra diferença em relação à música instrumental é que o compositor de música eletroacústica pode criar sons que dificilmente conseguiria obter com instrumentos musicais tradicionais. O compositor molda os sons, alterando as suas características, desde os aspectos mais ínfimos até os mais facilmente perceptíveis. Uma analogia interessante é pensar no compositor eletroacústico como um escultor de sons. Os sons são esculpidos não apenas no tempo (porque a música é uma arte temporal), mas também no próprio espaço da sala de concerto – por meio da difusão sonora. Com isso, o leque de sonoridades em uma obra eletroacústica é bastante amplo – o que responde a um anseio da música dos séculos XX e XXI de exploração de novos universos sonoros.

Além do gênero acusmático (música eletroacústica pura), há também a música eletroacústica mista, que segue as características descritas acima, mas também inclui instrumentos que são tocados ao vivo por músicos no palco. Ou seja, a música eletroacústica mista combina instrumentos ao vivo com sons eletroacústicos. Esses sons eletroacústicos podem até não estar gravados num CD, mas serem gerados pelo computador em tempo real durante o concerto (nesse caso, chamamos a parte eletroacústica de “eletrônica em tempo real” ou live-electronics).

Fonte: https://goo.gl/k445D4

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